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MP constata presídios com celas limpas, sem material ilícito e detentos uniformizados mesmo durante ataques no Ceará



O Ministério Público do Estado Ceará (MPCE) divulgou nesta terça-feira (15) o resultado de uma inspeção realizada em duas unidades das Casas de Privação Provisória (CPPLs) na cidade de Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza. De acordo com os promotores de justiça, a situação nas unidades prisionais é considerada "tranquila". A vistoria do MPCE ocorreu na quinta-feira (10), em meio à série de ataques criminosos que atinge o Ceará desde o dia 2 de janeiro.

A onda de violência teve início após a nomeação do novo secretário de Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, que prometeu fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios. Desde o início dos ataques, mais de 400 celulares foram apreendidos nas unidades prisionais do Ceará e membros de facções criminosas foram transferidos para unidades federais de outros estados.

Áudios compartilhados entre membros de facções revelaram que a sequência de crimes é uma tentativa de fazer com que o secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuqurque, desista de medidas que tornam mais rigorosa a fiscalização no sistema penitenciário. "Vocês vão tirar esse secretário aí dos presídios. Vocês vão ver, vai piorar é pra vocês", ameaça um criminoso.

Durante a inspeção, o Ministério Público visitou a Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL 1) e a Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL 3), que estão estão sob intervenção desde que os ataques criminosos. O relatório dos promotores apontou que todas as celas inspecionadas “estavam limpas e nenhuma reclamação de maus tratos foi expressada por parte dos presos”.

O MPCE constatou as seguintes situações nas unidades:


Presos com acesso à água, alimentação, higiene e vestuário;
Atendimento médico e odontológico normalizado;
Espaços com trabalhos de manutenção;
Pinturas, pequenas reformas e dedetização;
Todas as celas limpas.


De acordo com o MPCE, a fiscalização surpresa “teve o objetivo de verificar se os protocolos institucionais estão sendo seguidos na gestão dos internos”. Os promotores informaram que "nenhuma reclamação de maus tratos foi expressada por parte dos presos”.















Fonte: G1 - CE

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