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Polícia Federal prepara novas operações de combate à corrupção e tira o sono no mundo político



As ações de combate à corrupção vão ser ampliadas e, até o Natal, muita gente tem motivos para preocupação. Num ano marcado por uma conturbada troca de diretores, a Polícia Federal promoveu, de janeiro até hoje, 295 operações contra desvios de dinheiro público. Um número bem superior as 253 operações realizadas no ano passado. Trata-se de um recorde que vem sendo festejado, embora discretamente, pela equipe de auxiliares mais próximos do diretor-geral Rogério Galloro. E as contas ainda não estão fechadas. Na cúpula da polícia ainda há a expectativa de mais 15 ou 20 operações contra a corrupção até o fim de dezembro.

Os números sobre operações contra desvios de dinheiro público dispararam em 2015, no rastro da Lava-Jato. Pelos dados compilados na Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, a polícia promoveu 48 operações em 2012, 56 em 2013 e 54 em 2014, primeiro ano da Lava-Jato, em Curitiba. Em 2015, o bloco da polícia foi às ruas 73 vezes para fazer buscas e prender acusados de corrupção. No ano seguinte, em 2016, com a Lava-Jato já consolidada, a PF promoveu 152 ações. A onda continuou a crescer até o recorde deste ano.

Na gestão do ex-diretor Paulo Lacerda a polícia classificava como “operação” apenas investigações de longa duração, consideradas complexas e, em geral, de impacto nacional. O conceito mudou durante a administração do ex-diretor Leandro Daiello, que passou a considerar operação toda ação da polícia que envolve pelo menos uma das seguintes medidas consideras invasivas: busca e apreensão, condução coercitiva e prisões. No caso específico deste levantamento, as operações dizem respeito apenas a ações contra desvios de dinheiro público.

466 presos

As operações deste ano resultaram na prisão de 466 políticos, empresários, lobistas e doleiros, entre outros suspeitos de envolvimento com corrupção. Ano passado foram contabilizadas 444 prisões. Um delegado da cúpula da instituição entende que a melhora da performance policial está relacionada à mudança de método na investigação nos últimos anos. Segundo ele, historicamente a polícia concentrava as investigações em obras ou contratos superfaturados. Mais recentemente o foco passou a ser o fluxo do dinheiro. — Fica mais difícil para o investigado contestar se você tem a movimentação financeira mapeada — afirma o delegado.
O impulso ao trabalho da polícia não veio só do “método científico” inspirado no “siga o dinheiro”, o lema de Mark Felt (segundo na hierarquia do FBI que teve papel decisivo na derrubada do ex-presidente americano Richard Nixon). Segundo este delegado, depois do sucesso de público da Lava-Jato, “muitos” policiais começaram a pedir para trabalhar nos inquéritos relacionados à corrupção. Um auxiliar do Galloro tem uma visão diferente. Para ele, o mais determinante foi a estruturação da área de combate a desvios de dinheiro nas superintendências da PF em todo o país.

As estatísticas, favoráveis a atual administração, têm sido usadas pela equipe do diretor-geral para rebater críticas de que a polícia estaria trabalhando com o pé no freio. Alguns delegados da Lava-Jato chegaram a reclamar, nos bastidores, de cortes e da troca de policiais do setor. As discussões não chegaram a extrapolar os limites internos da polícia, mas causou preocupação Galloro. Depois de se preparar longos anos para o cargo, o diretor não queria deixar atrás de si uma marca negativa.

Galloro deve sair do comando da PF em 15 de janeiro, quando será substituído pelo superintendente no Paraná, Maurício Valeixo. Está praticamente certo também que o atual diretor de Combate ao Crime Organizado, Elzio Vicente Silva, cederá a vaga para Igor Romário de Paula, um dos chefes da Lava-Jato em Curitiba. É dado como certo também que o superintendente da PF em São Paulo, Disney Rossetti, será o vice-diretor da PF na gestão Valeixo.













Fonte: Ceará Agora

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