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Mortes de policiais caem 58% no Ceará e PM atribui a aumento de trabalho extra legalizado



O número de policiais mortos vítimas de violência caiu 58% no Ceará. Entre janeiro e outubro, foram 24 casos em 2017 e dez em 2018 - todos esses dez estavam de folga. Em todo ano de 2017, 27 policiais foram mortos no Estado (sendo que 25 estavam de folga e dois de serviço). A Polícia atribui a diminuiçâo à expansão da Indenização de Reforço Operacional, a chamada Irso.

A Irso é o trabalho extra do agente - o bico - formalizado, legal. A legislação foi aprovada em 2016 e garante gratificação ao policial que optar por trabalho extra. Isso, para a Polícia, é um dos fatores que fazem os agentes evitarem o serviço extra clandestino - o bico comum - e o risco que ele representa. A Irso é calculada de acordo com a gradução (soldado, cabo, sargento) ou pelo posto (de tenente a coronel) do policial.

O objetivo da Irso é ampliar a renda do profissional da segurança de uma maneira respaldada pela legislação e com apoio jurídico. Nos chamados "zigs", o trabalho clandestino para empresas privadas de segurança, o policial complementa a renda, mas atua sem estrutura.

A Irso foi ampliada com a chegada do delegado André Costa à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), no começo de 2017. Desde lá, a indenização passou a valer para policiais de todo o Estado e passou a ser mais conhecida pelos agentes, o que fez muitos optarem pela adesão ao sistema.

Pela lei, na Irso, o policial pode atuar no policiamento ostensivo ou em setor administrativo e receber por isso.

O tenente-coronel Andrade Mendonça, relações públicas da Polícia Militar, é um dos que associam a queda das mortes à Irso. Com a exposição ao trabalho clandestino, o profissional se torna alvo. No serviço legal, há estrutura composta por coletes balísticos, viatura, rádio de comunicação e diversas ferramentas que o deixam amparado de forma legal.













Fonte: O Povo

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