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Estudantes cearenses desenvolvem foguete para ser lançado no Rio Grande do Norte


Uma parceria entre estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) pretende construir e lançar um foguete, que deve chegar a uma altura de 5 km.

O convênio foi assinado na manhã de terça-feira (18). O projeto vai integrar os alunos de graduação dos cursos de engenharia da UFC e os estudantes dos cursos técnicos em mecânica, automação, mecatrônica e soldagem do Senai Ceará.

Segundo o coordenador do Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAe) da UFC, Claus Franz Wehmann, a intenção é que o foguete esteja pronto em janeiro de 2019 e seja lançado no Centro de Lançamento Barreira do Inferno (CLBI), base da Força Aérea em Parnamirim (RN). O projeto também será levado para o Festival de Minifoguetes em Curitiba, em 2019.

O foguete de propulsão híbrida, ou seja, trabalha simultaneamente com combustível sólido e líquido, foi denominado Hermes-1 e faz parte da missão Dragão do Mar. Ele terá uma altura de 2 m a 3 m. A parceria entre as instituições envolvidas nasceu de conversas entre o professor Wehmann e o professor Marcos Paulo Nogueira, do Senai.

“A ideia surgiu a partir do nosso projeto de extensão da UFC. O GDAe existe desde 2016 e foi criado por estudantes que queriam estudar sobre foguetes. Na mesma época eu tinha entrado na universidade e tinha o trabalho de doutorado nessa área. De lá para cá estudamos desenvolvimento e tecnologias de foguetes na UFC”, conta Wehmann.

O GDAe conta com 19 alunos dos cursos das engenharias mecânica, elétrica, de telecomunicações, química, de produções e metalúrgica. Além disso, há o apoio de outros projetos da própria universidade.

“Nós já realizamos quatro lançamentos experimentais e temos outro planejado para o próximo dia 6 de outubro. São testes para estudar os sistemas periféricos do foguete, visando o projeto principal, que é o Hermes-1", relata o professor.

Wehmann chama atenção ainda para o financiamento do projeto, uma das dificuldades para continuar com o desenvolvimento dos foguetes. “Para poder manter as atividades precisamos fazer algumas campanhas para manter os custos com equipamentos”, relata. Para o Hermes-1, o grupo lançou campanha de arrecadação coletiva online, que busca angariar R$ 10 mil para o projeto.















Fonte: G1 - CE

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