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Juros do rotativo e do cheque especial caem 292% e 305%, respectivamente, em junho


O mês de junho registrou queda na taxa de juros no crédito livre e no cheque especial. Segundo o Banco Central, a taxa média de juros no crédito livre caiu de 39,2% ao ano em maio para 38,5% ao ano em junho. Em julho de 2017, a taxa estava em 46,2% ao ano.

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 53,8% para 53,2% ao ano de maio para junho, enquanto para pessoa jurídica foi de 20,6% para 20,2% ao ano.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 311,9% ao ano para 304,9% ao ano de maio para junho. No crédito pessoal, a taxa passou de 44,2% para 43,9% ao ano.

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito caiu 11,7 pontos porcentuais de maio para junho, informou o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 303,6% em maio para 291,9% ao ano em junho.

Os juros do rotativo e cheque especial estão entre as taxas mais elevadas do País. Em abril de 2017, começou a valer a nova regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

E desde o início de julho, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. A expectativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é de que essa migração do cheque especial para linhas mais baratas acelere a tendência de queda do juro cobrado ao consumidor.

Os dados divulgados pelo Banco Central mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros foram de 21,5% ao ano em maio para 22,0% em junho. A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), foi de 25,0% ao ano em maio para 24,7% ao ano em junho. Em junho de 2017, estava em 28,8%.

Ainda segundo o BC, o saldo de financiamentos do BNDES para empresas recuou 0,8% em junho ante maio, somando R$ 458,302 bilhões. Em 12 meses, a queda acumulada é de 13,1%. Em junho, houve recuo de 1,3% nas linhas de financiamento agroindustrial, baixa de 0,5% no financiamento de investimentos e queda de 13,8% no saldo de capital de giro.

Inadimplência

A taxa de inadimplência no crédito livre passou de 4,6% em maio para 4,4% em junho. Em junho de 2017, a taxa estava em 5,6%. Para pessoa física, a taxa de inadimplência continuou em 5,0% de maio para junho. Para as empresas, a taxa passou de 4,1% para 3,8%.

A inadimplência do crédito direcionado passou de 1,9% em maio para 1,6% em junho. Já o dado que considera o crédito livre mais o direcionado mostra que a taxa de inadimplência foi de 3,3% para 3,1%.

Endividamento das famílias

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou em 41,6% em maio, ante 41,3% em abril. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento foi de 23,3% em maio, ante 23,1% em abril.

O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses. Além disso, incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.

Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) passou de 20,2% em abril para 20,3% em maio. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda foi de 17,7% para 17,8% no período.
















Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

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