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Esquema de faculdades que vendiam diplomas por até R$ 100 mil é desarticulado em São Paulo




Um esquema que comercializava diplomas de pelo menos oito faculdades particulares de cinco estados brasileiros foi desarticulado em São Paulo. Eram oferecidas certificações para mais de 30 cursos de graduação e mais de mil cursos de pós-graduação. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Tudo era comandado por um pastor da Assembleia de Deus conhecido como José Caitano Neto (não é possível saber se esse é o nome verdadeiro, pois ele possui mais de uma identidade). A igreja, que não tem relação com o caso, disse que não comenta casos particulares. O advogado do pastor, afirmou, em nota, que as denúncias são falsas, que não foram encontrados indícios e que "trata-se de uma prisão arbitrária".

Além do pastor, mais seis suspeitos foram presos em flagrante e outras quatro pessoas estão sendo investigadas.

A venda dos diplomas acontecia no segundo andar de um sobrado identificado como escritório de advocacia e contabilidade, no extremo leste de São Paulo. Um diploma de administração, por exemplo, custava até R$ 35 mil. A graduação em medicina chegava a custar cerca de R$ 100 mil.

O crime

Para fazer os diplomas, os criminosos usavam assinaturas e históricos escolares falsos. Quem fazia as assinaturas falsas era o próprio Caitano Neto.

As faculdades que tiveram documentos falsificados foram a Facel (Faculdade de Administração, Ciências, Educação e Letras), a Spei (Sociedade Paranaense de Ensino e Informática), Afirmativo (Fafi), Fatesf (Faculdade São Francisco), Fama (Faculdade Educacional de Matelândia), Ação, Fasvipa (Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar) e EBS (Faculdade Estação).

As oito faculdades estão espalhadas por cinco estados (PR, SC, MT, RO e AL) e realmente existem. Têm cursos de graduação e pós-graduação registrados no MEC, porém algumas delas estão em estado de abandono.


O pastor 

Na Justiça Federal, Caitano Neto já é réu ao menos desde 2002. Existem contra ele diversos processos em estados como Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. Ao menos quatro são por estelionato ou uso de documento falso. 

Em 2007, por exemplo, ele apresentou uma carteira fictícia do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) para tentar obter benefícios do INSS a uma mulher. Mesmo tendo sido condenado em primeira instância a prestar serviços comunitários em 2016, ele ainda se identifica como pediatra a conhecidos e no site de sua empresa. 







Fonte: Folha de S. Paulo - O Povo

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