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14 dos 29 Ministérios serão afetados por reforma ministerial




14 das 29 Pastas devem passar pela reforma ministerial que deve ocorrer nesta semana, segundo o Governo. Até agora, quatro ministérios já confirmaram mudanças nas chefias: Transporte, Saúde, Fazenda e Planejamento.

A saída de Dyogo Oliveira da Pasta do Planejamento foi confirmada na tarde desse domingo, 1º, pelo presidente Michel Temer. No lugar de Dyogo, que vai assumir a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), assumirá a Pasta o secretário-executivo, Esteves Colnago.

Esteves e Dyogo já se encontraram com Temer e uma série de ministros e líderes para tratar do tema. “O presidente está analisando e vai ter condições de formar ainda nesta semana todo o gabinete ministerial”, comentou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), na saída da reunião.

Também estavam presentes os ministros da Secretaria de Governo, Carlos Marun, da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, da Casa-Civil, Eliseu Padilha, e o vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que tentava emplacar o secretário de Acompanhamento Econômico, Mansueto Almeida, na chefia do Planejamento não participou do encontro. Na saída da reunião, Marun afirmou que o presidente Temer ouviu o ministro Dyogo Oliveira “de forma mais decisiva”, já que é o líder da pasta.

Comando da Fazenda

Meirelles está de saída da Pasta para tentar a candidatura à Presidência pelo MDB. Ele vai se desfiliar do PSD para ingressar no MDB. A cerimônia será às 11 horas na sede do partido, no Lago Sul, na capital federal.

O mais cotado para substituir o ministro é o do secretário-executivo da Pasta, Eduardo Guardia. Apesar disso, o nome ainda não foi confirmado pelo presidente Michel Temer. Jucá negou que haja um impasse na definição de Guardia na Fazenda, conhecido por ter pouca habilidade política com o Congresso Nacional.

“Não é um impasse. O que há, na verdade, são tratativas. Como o ministro Meirelles não saiu ainda (da Fazenda), em tese, ele está conversando, esgotando dentro da equipe os caminhos que ele pode propor e o presidente vai ouvir com muita atenção”, apontou o líder.

A posse da nova equipe econômica deve ocorrer na quinta-feira, 5, segundo Marun, quando houver a definição no Ministério da Fazenda. “Acredito que a Fazenda seja definida em dois, três dias”, afirmou o ministro.

Marun destacou que não vê “falta de habilidade política” em Guardia, que, segundo ele, tem “grandes chances de vir a ser o Ministro da Fazenda. “Ele é um nome cotado, que presta um excelente serviço ao governo”, afirmou. “Tem competência para isso, mas ainda existe a necessidade de tomada de decisão (do presidente Temer). Não vejo falta de habilidade política. Eu vejo que é uma pessoa que preenche os requisitos para o exercício dessa importante missão”, destacou.

Possível denúncia

Questionados se a reforma ministerial será utilizada para aumentar as forças do presidente sob uma possível denúncia contra o presidente, após as prisões de amigos de Temer, na última quinta-feira, 29, Jucá e Marun defendem que não há motivos para um terceiro processo de cassação e que os novos nomes para os ministérios precisam ter “trânsito político”.

“Ministro é um cargo político e é claro que é preciso ter bagagem técnica, mas o foco do presidente é ter uma visão política e técnica conjuntamente”, afirmou o líder do governo no Senado. “Os ministros têm que ter trânsito político. Não quer dizer que nós tenhamos a necessidade de colocar à frente (dos cargos) políticos”, destacou Marun. O Palácio do Planalto tema que uma terceira denúncia contra o presidente saia nos próximos meses, porque a fragilidade do chefe do Executivo é ainda maior neste ano, por conta das eleições.

Jucá afirmou que Temer não está preocupado. “O presidente está tranquilo, sabe que não há nenhum tipo de veracidade nas questões que estão sendo colocadas, portanto, o presidente está preocupado em governar e é isso que nós estamos fazendo”, afirmou Jucá. “Não se pode pensar em cima de conjecturas. A denúncia não tem base, portanto, em tese, não tem que haver denúncia”, completou.

Marun reforçou que não existe “possibilidade” de uma terceira denúncia contra o presidente. “Não há como se responsabilizar o presidente por fatos, questões, boatos, eventualmente, referente a questões anteriores ao mandato”, defendeu. O ministro apontou, também, que o governo está “andando” e segue trabalhando.

“Colhemos a cada dia números mais exitosos. Muitos apostaram num insucesso do leilão do pré-sal, arrecadamos R$ 8 bilhões no leilão, uma prova de que a economia brasileira, de que o Brasil, reúne cada vez mais confiança daqueles que querem que o País tenha futuro”, disse Marun. Ele também destacou que não vê a “mínima possibilidade” que as prisões dos amigos de Temer venham a prejudicar o relacionamento positivo que o governo tem com o Congresso.

Candidatura

Jucá defendeu que “agora” o presidente ir para o “palanque” para se defender de qualquer acusações. “Eu acho que qualquer ilação não deve postergar ou embotar a condição do presidente em ter o que dizer, ter o que mostrar, e ter a condição também de defender o nosso legado”, afirmou. O líder apontou que o Temer não definiu se será candidato à reeleição, “mas está trabalhando nessa direção”. “Se depender do MDB vai acontecer”, completou.









Fonte: Correio Braziliense

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