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Brasileiro preso pelo chavismo afirma ter sofrido tortura psicológica



O catarinense Jonatan Moisés Diniz, de 31 anos, ficou dez dias preso na Venezuela sob acusação de participar de uma organização criminosa. Ele falou pela primeira vez após ser libertado as circunstâncias pelas quais passou nos dias em que ficou na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência, polícia política do chavismo (Sebin). A informação é da Folha de S. Paulo.

Diniz afirma que o local era muito próximo ao aeroporto de Maiquetía. Segundo o homem, a cela tinha cerca de 8 m². Lá, o fizeram ficar nu várias vezes para tirar fotos com celulares. Ele afirma ainda que pediram para que ele ficasse nu na frente de todos os detentos na noite em que chegou ao presídio.

A alimentação na prisão também foi comentada pelo catarinense. Dos onze dias que esteve preso, ele afirma que em apenas três recebeu comida, tendo que depender da comida dos colegas de cela, "porque se fosse depender da Sebin, eu estava fu**".

Os banhos de sol, comum à rotina dos presos, também foi privado de Diniz. Ele afirma que saía da cela apenas para assinar papelada e ouvir que era estafador e agente da CIA. Diniz informa que o disseram que ele poderia ficar tanto um como quatro mil dias na prisão, além de terem dito que ninguém havia o procurado, muito menos sabiam de sua prisão.

Outros problemas relatados por Diniz são referentes à falta de privacidade para fazer necessidades básicas e para tomar banho. O vaso sanitário, segundo o catarinense, era exposto, sem qualquer tipo de privacidade. Os banhos eram resumidos a um balde com água. 

O rapaz diz que foi somente quando a Venezuela foi obrigada assinar sua explulsão do país que soube da proporção que o caso tinha tomado.

Diniz foi expulso da Venezuela e proibido de voltar ao país pelos próximos dez anos. Ele teve que retornar para o país de onde veio, os Estados Unidos.






Fonte: O Povo

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