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Projeto desenvolvido em escola do Ceará estimula a leitura e dribla a violência





Um trabalho desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Médio Ronaldo Caminha Barbosa, em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, mostra que a leitura pode ajudar a promover a qualidade de vida.

À frente dessa ação estão o professor Sérgio Furtado Neo e seus alunos, que, a partir de uma série de ações implantadas na biblioteca da escola, têm estimulado a leitura e despertado a consciência da comunidade local.

Sérgio, de 42 anos, conta que os estudantes mal frequentavam a biblioteca. Para piorar, o espaço parecia mais um depósito. Além disso, o professor percebia o aumento da violência e do uso de drogas na cidade.

Como a maior parte dos alunos é formada por meninos de famílias simples e vulneráveis àquela realidade, ele não pensou duas vezes: “Eu me reuni com alguns alunos para mudar aquilo. Então, nós modificamos a biblioteca, arrumamos o local e catalogamos os livros. Concluída essa parte, começamos a arranjar voluntários e sair da escola”.

As ações, conta ele, passaram a ser desenvolvidas nas ruas da cidade. “Colamos cartazes com frases de incentivo à leitura pelos muros da comunidade e pelos postes. Nós contamos histórias para crianças de escolas municipais e casos populares para os pescadores da região”.


Resultados 

A iniciativa não demorou a dar frutos. “Fomos desenvolvendo mais ações com os alunos, incentivo à leitura, café literário, sarau de poesia”, ilustra o professor. “Aí, no ano passado, ganhamos um prêmio da Fundação Itaú. Ficamos em segundo lugar no prêmio Escola Voluntária e, de quebra, um dinheiro para investir no projeto”.

O trabalho recebeu R$ 15 mil como prêmio. “Ainda não aplicamos essa quantia, mas já começamos as ações”, relata Sérgio. “Fizemos o primeiro concurso literário das escolas de Cascavel e mobilizamos umas 15 escolas públicas”. A meta é investir esses recursos em melhorias na biblioteca, para que mais alunos possam ter acesso ao universo do conhecimento. “Vamos comprar mesas e estantes para a biblioteca e queremos aumentar o acervo de livros também”, anuncia o professor.

O projeto conta com sete alunos fixos e aproximadamente 30 voluntários. A iniciativa foi bem recebida pela comunidade, principalmente por conta da mudança de comportamento dos alunos. “Somos muito bem vistos tanto na escola quanto fora dela”, valoriza Sérgio Neo.

A aceitação da comunidade tem sido a melhor possível, destaca ele: “Temos vários relatos de moradores que deram força, incentivaram, se mobilizaram em questões de leitura. Observamos que os empréstimos de livros da biblioteca haviam aumentado. E, muito mais do que isso, vimos uma mudança de atitude do jovem em relação à percepção que ele tinha da leitura. A leitura está diretamente associada ao conhecimento. Então, vemos a mudança principalmente em língua portuguesa. Pelos relatos de professores, os alunos estão escrevendo mais e melhor, participam de conversas sobre livros, pedem mais livros emprestados na biblioteca. Isso mostra a contribuição do projeto”.






Fonte: Tribuna do Ceará

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